eu nao sei por onde começar, muito menos onde terminar. A minha vontade, no entanto, é que esse fim não chegue. Adversamente, quero sim. Então eu evito olhar pro céu, talvez porque eu vejo o redondo da Terra e sinto-me incapaz de entender o que existe além dela. Evito também olhar pras estrelas. Se as fito demais, elas se mexem. Por vez, dançam bela e docilmente. Outrora estão prestes a me engolir. Ora formam seu rosto. E quando estão diabólicas cantam com sua voz. A morte lenta e dolorosa é uma ideia persistente. A solidão abre caminho para ela. 

                                                Queria viver num quadro de Dalí. Dali eu começo. Dali eu REcomeço. Sem muitas estrelas, sem morte lenta e dolorosa. 

Mas Dalí, te peço um favorzim… Desenha o rosto dele, vai. Surreal ou não.