Madrugada horas antes da aula
Às vezes fico a imaginar caso as pessoas da minha vida resolvessem cinematografar suas existências, como eu seria representado. Como seria minha aparição? Eu se quer daria a graça da minha presença? Mas dai não caberia a mim e sim à pessoa de quem o filme conta história. (E nem seria eu a aparecer!!) E dai você perceberia o (a falta de) impacto que você causou na vida dessa gente. Eu poderia ser um figurante passando rápida e despercebidamente no canto da tela que poucos olhares curiosos e/ou periféricos vissem ou contrastar tamanha insignificância com papel esse tão pequeno e ser o antagonista que disperta ódio ou paixão para muitos ou poucos. Mas que foi importante em vários senão todos os sentidos. Sei lá! Quem me dramatizaria? E como? Essa sede de ser alguém não acaba nunca mesmo… mesmo que esse alguém não seja eu numa tela de cinema no ano de 2050. Ano esse que não vejo chegando mesmo! Porque quando me dou conta de que vivo e existo logo perco essa noção digna de arte divina - e não penso em nenhuma divindade em especial, para voltar a leitura do diário da menina judia mais famosa ou então para ver o trash de Tarantino, que eu até que acho bonito, viu? Nesse ponto já me perdi… E dois-mil-e-cinquenta-e-poucos não sei mais se chega. O filme acaba não tendo sua première. Mas ainda espero pela sua estréia ansiosamente. Ao deus-dará fico até lá.
--------------------------------------------------------------------------------
-
taumatropia gostou disso
-
gaiola publicou isso
--------------------------------------------------------------------------------